SETUP I – Qual é a placa de som ideal para você?
19 de novembro de 2009 | Publicado por Alonso Figueroa | Arquivado em AIMEC, Curitiba |
Quando alguém resolve começar a produzir músicas, logo se questiona:
“-Qual é o setup ideal para mim?”
A realidade é que naquele momento este “setup ideal” não existe, pois as necessidades ainda não foram criadas! Só quando este alguém já produzindo, esclarecido quanto o que ele quer fazer (afinal no campo de produção musical são inúmeras as possibilidades de trabalho) é que está na hora de começar a investir em equipamentos. Afinal, poucas pessoas tem “cacife” para poder errar ao comprar um equipamento relativamente caro e não se importar com isso..
Resolvi fazer este post quando um músico aqui de Curitiba perguntou no facebook se alguém sabia de uma placa barata para ele usar na discotecagem que iria fazer à noite. Por isso vou focar nas interfaces de áudio para apresentações ao vivo.
NÚMERO DE ENTRADAS E SAÍDAS DE ÁUDIO
Esta é a questão chave da sua decisão. O que você vai fazer ao vivo? Cantar, tocar um instrumento, discotecar ou processar o áudio de vários instrumentos ao mesmo tempo? Bem, cada uma dessas possibilidades irá resultar na necessidade de um certo número de entradas e saídas de áudio.
Para elucidar o assunto vou usar de exemplo alguns produtores e suas respectivas placas de som, porque obviamente não poderia falar de todas as placas existentes no mercado. O ideal é que você use estes exemplos para entender o porque de cada um deles ter escolhido a interface que utiliza.
Esta talentosa artista, a qual tive o prazer de ser instrutor, utiliza em seu live P.A. de Electro-Rock a placa Fast Track da m-audio.

Com uma saída RCA estéreo e uma entrada XLR para microfone, esta placa (ligada e alimentada viaUSB) supre a necessidade deste Live P.A. que tem os vocais feitos ao vivo pela própria Jo. Traz ainda uma saída P10 (1/4″) para fone e uma entrada também P10 (1/4″) com controle de ganho para instrumentos como guitarra, baixo e teclado.
Nossos dois professores da AIMEC Curitiba usam a mesma placa em suas apresentações: a Audio 2 DJ da native instruments.

Oferece aos seus usuários um único equilíbrio de qualidade, tamanho e preço. Diferenciada pela sua extrema resistência, é também a menor interface USB para DJs (nao maior do que um baralho de cartas!). Mas por que para DJs? Porque traz duas saídas, ambas estéreo. Tanto para discotecar com o Ableton Live como o Mateus B (veja o video) quanto para apresentar um Live P.A. como o Nyllon do Rafael Araújo ela atende as necessidades com eficiência!
OBS: para uma apresentação que necessite de uma ou duas entradas de áudio (p10/XLR) duas saídas em estéreo (p10/RCA) temos duas boas opções no mercado: a Fast Track Pro da M-audio. Ela conta também com interface MIDI (in/out).

O nosso ex-aluno Marcelo Pereira usa este modelo no seu novo projeto, Fole Baixo Lounge, no qual se apresenta com a sua esposa Marina Camargo. Neste projeto, além da parte eletrônica eles tocam acordeom e guitarra ao vivo.
Para ter a possibilidade de processar o áudio de vários instrumentos ao mesmo tempo, o nosso professor da AIMEC Curitiba optou pela Fast Track Ultra da m-audio.

Nela podem ser conectados 6 instrumentos (6 entradas p10) com a possibilidade de 4 delas serem substituídas por microfones (XLR) com 3 saídas em estéreo (ou 6 monos), possibilitando uma saída para cada instrumento/ microfone.
Com estes exemplos acho que já dá pra ter uma noção desta relação entradas e saídas de áudio de acordo com a necessidade de cada um. No site da Edirol você encontra outras placas com outras relações in/out que podem se encaixar melhor nas suas necessidades, como a FA-66 da Edirol que tem interface MIDI (in/out), duas entradas p10/XLR e mais duas entradas p10 em estéreo. 
Um diferencial dela é que sua conexão é firewire, e não USB. Podendo ser uma boa opção principalmente para usuários de Mac. Visitem também o site da Motu, marca pela qual o professor Ilan Kriger optou e que apresenta apenas modelos de conexão firewire e USB2.
USB OU FIREWIRE?
Os usuários de Mac já devem ter percebido que tem na lateral do seu laptop uma porta firewire 6 pinos (ou a porta de firewire 800 nos modelos mais novos). Esta porta, diferente da apresentada nos laptops pc (4 pinos) transmite energia para o periférico ligado ali, o que não acontece na de 4 pinos. Além disso, devido ao formato e tamanho, o plugue de 6 pinos traz maior segurança para a conexão. Agora, quais as vantagens da conexão firewire?
Antigamente comentava-se muito que a conexão firewire era melhor por ser mais rápida que a USB. Porém a velocidade do USB2.0 é de 480Mbps, contra 400Mbps do firewire 400 9a conexão firewire mais popular). Então qual é a vantagem de ter uma conexão firewire? A conexão USB (Universal Serial Bus) foi originalmente desenvolvida para todos os tipos de periféricos cque trabalham velocidade baixa e média de tranferência de dados (mouse, pendrive, controladores MIDI, etc.) diferente da firewire, que já vem sendo usado em aplicações profissionais multimídia há bastante tempo, pois desde seu início sua proposta era esta. Para entender mais a fundo as diferenças esses dois tipos de conexão, veja este artigo.
No caso das apresentações ao vivo, acho as interfaces USB muito mais confiáveis. Isso porque, devida a corrente elétrica que é gerada na rede firewire, os dispositivos que usam este tipo de conexão não são plug and play e tem de obedecer a seguinte ordem de ligação dos dispositivos: interface/cpu. Para desligar, o processo inverso: cpu/interface. Caso contrário, há o risco de estragar a porta firewire da interface e/ou do seu computador. Ou seja: Se você tiver de reiniciar a sua placa de som no meio de uma apresentação, você desabilita ela no programa (no Ableton isso pode ser feito clicando no medidor de processamento), desconecta do computador, espera uns 5 segundos, conecta e habilita no programa novamente. Já a firewire…






Andre Motta escreveu:
Em 20 de novembro de 2009 às 14:37
Ola pessoal!!
Muito bom o post. Vale lembrar que não encontramos mais as portas firewire 400 nos computadores MAC atuais como o modelo aluminio, ou no pro, que só tem a 800, é necessario o uso de um adaptador de 800 para 400 para que se possa ligar a placa. Mais um detalhes: Para quem usa até 8 canais, a USB é uma opção interessante sim, mas para quem quer mais de 8, tem que partir para soluções firewire devido a robustes desse protocolo, ja usei 32 canais gravando simultaneo em firewire muito bem!!!! Cuidado também com as compatibilidades com o computador, recomendado processador Intel, que levam chipset intel na placa mãe. Nunca use chips da marca SIS, ATI, ALI, NVIDIA ou VIA com processador Intel, mas se o processador for Athlon pode usar VIA ou Nvidia. Para usuarios de MAC não há problema, pois a plataforna é toda intel.Ahhhhh, eu uso uma audio 8 DJ da Native Instrument.
Alonso Figueroa (autor do texto) escreveu:
Em 20 de novembro de 2009 às 21:17
Valeu André!
SETUP II – MONITORES DE REFERÊNCIA.. SERÁ QUE É DISSO QUE EU NECESSITO? « AIMEC escreveu:
Em 25 de novembro de 2009 às 23:24
[...] [...]
SETUP II – MONITORES DE REFERÊNCIA.. SERÁ QUE É ISSO QUE EU NECESSITO? « AIMEC escreveu:
Em 26 de novembro de 2009 às 9:01
[...] do post “qual é a placa de som ideal para você” , agora é a hora dos [...]
Tutorial – Guia para montar um home-studio « www.ilankriger.net escreveu:
Em 4 de dezembro de 2009 às 12:02
[...] SETUP – QUAL É A PLACA DE SOM IDEAL PARA VOCÊ? [...]
Alessandro escreveu:
Em 6 de dezembro de 2009 às 16:13
Ótima inciativa, parabéns pelo pelo post.
Acredito que algumas questões, mesmo não fazendo parte da idéia inicial do post seriam interessantes é de extrema ajuda:
1.A Placa de som externa auxilia na produção de uma track com muitos elementos (VST. VSTi. Automações e etc), aliviando o computador desse processamento?
2.A Placa de som faz diferença na pós produção onde é feita a equalização e mixagem?
3.Pra quem produz, equaliza e mixa, o que uma placa precisa ter?
Grande abraço!
Alonso Figueroa (autor do texto) escreveu:
Em 9 de dezembro de 2009 às 10:06
Boa Alessandro! Com certeza estas questões serão o tema de um futuro post.
Obrigado pelo toque!
Circuito Oficial da Oficina de Música de Curitiba « AIMEC escreveu:
Em 21 de janeiro de 2010 às 9:32
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