Entrevista com os Produtores do Attik

30 de novembro de 2009 | Publicado por Rodrigo Lengning | Arquivado em AIMEC, Curitiba |

Attik

Semana passada tive a felicidade de ter um contato meio sem querer com o Hugo Dias que, junto com o Thiago Almeida, criou o Attik. Esse projeto é de música eletrônica e resolvi realizar uma entrevista com eles. Atualmente temos poucas referências nacionais na área de produção de música eletrônica e o Attik é sem dúvida um de nossos grandes destaques.

REALEASE

Foi exatamente no ano de 2005 que Hugo Dias e Thiago Almeida formaram o duo Major Pax, projeto que faz parte do primeiro ciclo de produtores de música eletrônica do Estado de Mato Grosso. O estilo musical escolhido pela dupla variava o progressivo, o breakbeat até chegar às texturas suaves do downtempo.

As faixas ganharam o mundo através dos selos Deeplife, Loopfreaks Black e Pantano Beat Records – selo o qual o projeto lançou dois álbuns: “Things To Come” e “Somewhere Out Here”, chegando a emplacar várias de suas faixas no TOP100 do gênero no site especializado Beatport.

A sede em produzir outros estilos fez com que o duo criasse um novo projeto direcionado as vertentes do techno e house. Foi quando resolveram dedicar a maior parte de seu tempo a outro projeto: o Attik.

Com faixas criativas e singulares, Hugo e Thiago vêm conquistando um número cada vez maior de apreciadores de seus trabalhos fora do Brasil. Os artistas já contabilizam algumas dezenas de músicas lançadas nos principais sites do planeta. Devido a grande habilidade de produzir, os dedicados artistas resolveram, criar o selo Bleep Bloop, projeto o qual dividem com outros artistas do primeiro ciclo de produtores de música eletrônica de Mato Grosso: LC Junior, Fellini e Rodrigo Farinha. Além disso, recentemente o duo foi um dos selecionados para a final da seleção de novos artistas do selo gringo Get Physical, que agrega nomes grandiosos como Boka Shade, M.A.N.D.Y., entre outros.

A dupla, que já dividiu line ups com grandes nomes da música eletrôniva mundial, entre eles D-nox And Beckers, Tocadisco, Xenia Beliayeva, Piatto, Oliver Klein e Spitfire, é um dos projetos que mais crescem na cena de Cuiabá, sendo a grande revelação do ano de 2009.

CONFIRAM A ENTREVISTA ABAIXO

Como começou sua carreira dentro da música?

Hugo: Comecei a produzir em 2003, mas de forma completamente autodidata. As músicas eram horríveis, sem estrutura alguma. Não era incomum encontrar músicas sem linhas de baixo, já que eu nem mesmo sabia do que se tratava. Com muito treino, consegui criar minhas primeiras faixas e disponibilizá-las no AcidPlanet, uma comunidade de músicos apoiada pela Sony. Mais tarde, em 2004, conheci o Thiago. Eu sempre mostrava minhas faixas pra ele, que sempre tinha uma observação a fazer. Ele sempre me ajudou nesse sentido. Mais do que natural, nós começamos a produzir juntos, já que, além da amizade, tínhamos gostos muito parecidos.

Quais foram suas influências no início e quais são suas influências atuais?

Hugo: No início eu tinha um ídolo: era um tal de Toby Emerson. Conheci o trabalho desse cara através do FL Studio (que, na época se chamava Fruity Loops). Foi imitando ele que eu comecei a produzir. O cara fazia de trance a eurodance, na época. O cuidado que ele tinha com suas faixas me deixava surpreso. Foi o que me incentivou a despender mais tempo na procura por timbres e nos ajustes.
Atualmente tenho várias influências, mas nem todas se prendem ao estilo que produzimos. Compartilhamos influências que vão de Daft Punk a Mastiksoul, e passam por The Chemical Brothers até Akira Yamaoka. Isso além das trilhas sonoras, que geralmente nos dão idéias pra uma ou outra coisa numa faixa. Tudo é inspiração pra nós.

Como você define o estilo de vocês no momento?

Hoje em dia, nós transitamos muito entre o tech house e o techno. Mas não é incomum também fazermos house. Tem gente que diz que percebe uma certa influência de progressive house nas nossas faixas e que, provavelmente, tem a ver com o nosso projeto anterior, o Major Pax.

Atualmente qual setup vocês estão utilizando para tocar e produzir?

É engraçado falar em setup porque muita gente tende a exagerar nesse quesito. Adoraríamos ter um estúdio bacana, mas nos contentamos com nossos notebooks apenas. Para produzir usamos, além dos citados notebooks, uma placa da M-Audio, o FL Studio e vários VSTs. É raro usarmos um teclado MIDI. Tudo costuma ser feito no mouse mesmo, desenhando as notas direto no programa. Usamos nossos fones como referência. Tudo é no ouvido mesmo. Muita gente se preocupa demais com a parafernalha que carrega consigo pra produzir. No fim das contas, muita coisa sai bem parecida. Mais vale um computador cheio de VSTs na mão de alguém que “rosqueia lâmpada” do que vários aparelhos caríssimos na mão de quem acabou de descobrir o que é Ableton Live ou Cubase.
Para tocar, usamos um Macbook e um PC com uma Trigger Finger e uma KeyRig. Só isso, sem muita complicação e muita coisa pra carregar.

Além de serem produtores vocês também fazem DJ sets?

Sim. Aliás, recentemente demos uma parada no nosso live. Gostamos de procurar coisas novas quando se trata de live. Não gostamos de ficar no “mais do mesmo”. Enquanto repensamos como vamos conduzir isso, estamos tocando DJ sets. É algo que gostamos também. Tem muita música boa por aí, e não é raro encontrarmos algumas que paramos e pensamos: “puxa, como seria legal tocar essa música”. Achamos um “desperdício” encontrarmos músicas assim e nos concentrarmos em tocar somente as nossas produções.

Já tocaram em algum grande festival?

Ainda não tivemos a oportunidade de tocar em grandes festivais. Querendo ou não, o Attik tem apemas um ano de existência. No entanto, para um projeto recente, já tivemos oportunidade de tocar com nomes como D-Nox & Beckers, Tocadisco, Xenia Beliayeva, Spitfire, Piatto e Oliver Klein.

Qual a diferença entre tocar em um clube e uma festa de grande porte?

O clube tende a ter uma identidade. O público dele costuma ouvir determinado(s) estilo(s). Se você não tocar de acordo com o que o público gosta, provavelmente você será responsável  por uma noite “morna”. Já as festas, apesar de tudo, são mais flexíveis nesse quesito. Boa parte de público não é o mesmo que freqüenta os clubes, então são mais receptivos a outros sons.

Vocês são donos de algum selo musical? Como que o selo teve início?

Sim, somos. O nome do selo é Bleep Bloop Records, e foi criado em parceria com outros amigos nossos: LC Junior, Rodrigo Farinha e Anderson Fellini. O selo começou em 2008, mais ou menos na mesma época que Thiago e eu resolvemos criar o Attik. Como os produtores matogrossenses não tinham muita visibilidade, decidimos criar o selo. Não que tenhamos conseguido a tão desejada visibilidade que gostaríamos de ter, mas podemos afirmar que o selo foi uma porta para comercializar nossas músicas. Com o tempo, o Bleep Bloop cresceu e atraiu produtores de outros países, o que nos alegra muito.

Qual a importância do trabalho em dupla no projeto?

Trabalhar em dupla pode ser muito difícil para algumas pessoas. No caso do Attik, o processo é facilitado justamente por que nós temos gostos em comum. O bom de trabalhar em dupla é que cada um interfere no resultado final à sua maneira. Eu sou muito metódico. Já o Thiago é mais livre. Por fim, eu confiro mais acabamento às faixas, enquanto o Thiago se preocupa com o conteúdo, a melodia. Às vezes eu começo algo sozinho, e o Thiago finaliza, ou vice-e-versa. Isso ocorre desde 2004.

O que vocês acham do cenário da música eletrônica no Brasil?

Hugo: Eu acho que temos uma cena muito boa. Claro que ainda existem vários pontos negativos, mas sempre encaro da forma mais otimista possível. Sempre acho que dá pra melhorar. Temos clubes e festas de renome internacional. Temos artistas que são conhecidos mundo afora. Talento o Brasil tem, isso é inegável. Eu só acho que muita gente ainda tende a valorizar excessivamente o que é “de fora”. E isso não é fato recente. Com o tempo, os inúmeros talentos escondidos pelo Brasil vão ser revelados e conseguirão o reconhecimento merecido.

Qual sua opinião sobre o trabalho e as produções dos artistas brasileiros?

Tem muita coisa boa por aí. Pudemos perceber um aumento significativo no número de artistas de música eletrônica aqui no Brasil. Muitos se interessam em ser DJs talvez por moda, ou por admiração. Não importando o motivo, esses DJs, assim que começam a levar o trabalho a sério e passam a conhecê-lo mais, enxergam o caminho óbvio que devem tomar: a produção. Hoje em dia, não há como você “criar um nome” vindo somente da discotecagem. A produção legitima é a qualidade do artista, é seu cartão de visita. Se for bem sucedido na produção, provavelmente o interesse à cerca do seu nome aumentará.
Atualmente os produtores brasileiros não devem em nada aos gringos. Não só no quesito qualidade técnica, mas no bom-gosto também.

Recentemente o Hugo participou de um concurso de música no site de jogos Kongregate. Como foi essa experiência?

Hugo: Foi muito interessante. Na verdade, sempre gostei de produzir de tudo um pouco. Já até fiz umas faixas de drum’n’bass (que eu adoro, diga-se de passagem). Em outro projeto com o Thiago, fizemos dois álbuns digitais onde abusamos do chill out. Eu gosto de música, e é isso. Para o Kongregate, eu decidi experimentar e fazer algo que eu sempre sonhei: uma trilha sonora orquestrada. O concurso funcionou assim: a duração era de oito semanas e, a cada semana, cinco músicas eram escolhidas; venci cinco dessas oito semanas. Não participei das três últimas porque estava com a criatividade esgotada. No entanto não ganhei o prêmio final (o vencedor realmente mereceu).

Quais são as suas metas para 2009?

Basicamente estamos expandindo nossos horizontes. Para esse ano não temos muita coisa definida já que estamos no fim dele. Já para o ano que vem pretendemos começar a tocar pela América Latina e, no final dele, lançar um álbum. Estamos procurando selos maiores para lançar nossas faixas. Vamos ver o que acontece.

Que dica vocês dariam para quem está começando no ramo de produção musical?

Nossa dica é: nunca pare de produzir. Quanto mais você produz melhor você fica. Você descobre novas possibilidades, novos timbres, novas “pegadas”, e por aí vai. Não se preocupe em comprar vários equipamentos. Compre apenas um programa para produzir (Ableton Live, Cubase, Nuendo, FL Studio). Ah, e pesquise. Ouça bastante música. E sempre se pergunte “como fulano fez isso ou aquilo na música”. Se instigar a descobrir coisas novas é a chave da produção.

LINKS:

Site: www.attik-music.com

MySpace: www.myspace.com/attikbrazil

E-mail: contact@attik-music.com

Como começou sua carreira dentro da música?

Comecei a produzir em 2003, mas de forma completamente autodidata. As

músicas eram horríveis, sem estrutura alguma. Não era incomum encontrar

músicas sem linhas de baixo, já que eu nem mesmo sabia do que se tratava.

Com muito treino, consegui criar minhas primeiras faixas e disponibilizá-las

no AcidPlanet, uma comunidade de músicos apoiada pela Sony. Mais tarde, em

2004, conheci o Thiago. Eu sempre mostrava minhas faixas pra ele, e ele

sempre tinha uma observação a fazer. Ele sempre me ajudou nesse sentido.

Mais do que natural, eu e ele começamos a produzir juntos, já que, além da

amizade, tínhamos gostos muito parecidos.

Quais foram suas influências no início e quais são suas influências atuais?

No início eu tinha um ídolo: era um tal de Toby Emerson. Conheci o trabalho

desse cara através do FL Studio (que, na época se chamava Fruity Loops). Foi

imitando ele que eu comecei a produzir. O cara fazia de trance a eurodance,

na época. O cuidado que ele tinha com as faixas dele me deixava surpreso.

Foi o que me incentivou a despender mais tempo na procura por timbres e nos

ajustes.
Atualmente tenho várias influências, mas nem todas se prendem ao estilo que

eu e Thiago produzimos. A gente compartilha de influências que vão de Daft

Punk a Mastiksoul, e passam por The Chemical Brothers até Akira Yamaoka.

Isso além das trilhas sonoras, que geralmente nos dão idéias pra uma ou

outra coisa numa faixa. Tudo é inspiração pra nós.

Como você define o estilo de vocês no momento?

Hoje em dia, nós transitamos muito entre o tech house e o techno. Mas não é

incomum também fazermos house. Tem gente que diz que percebe uma certa

influência de progressive house nas nossas faixas e que, provavelmente, tem

a ver com o nosso projeto anterior, o Major Pax.

Atualmente qual setup vocês estão utilizando para tocar e produzir?

É engraçado falar em setup, porque muita gente tende a exagerar nesse

quesito. Eu e Thiago adoraríamos ter um estúdio bacana, mas nos contentamos

com nossos notebooks e só. Para produzir, usamos, além dos citados

notebooks, uma placa da M-Audio, o FL Studio e vários VSTs. É raro usarmos

um teclado MIDI. Tudo costuma ser feito no mouse mesmo, desenhando as notas

direto no programa. Usamos nossos fones como referência. Tudo é no ouvido

mesmo. Muita gente se preocupa demais com a parafernalha que carrega consigo

pra produzir. No fim das contas, muita coisa sai bem parecida. Mais vale um

PC cheio de VSTs na mão de alguém que “rosqueia lâmpada” do que vários

aparelhos caríssimos na mão de quem acabou de descobrir o que é Ableton Live

ou Cubase.

Pra tocar, usamos um Macbook e um PC com uma Trigger Finger e uma KeyRig. Só

isso, sem muita complicação e muita coisa pra carregar.

Além de serem produtores vocês também fazem DJ sets?

Sim. Aliás, recentemente demos uma parada no nosso live. Gostamos de

procurar coisas novas quando se trata de live. Não gostamos de ficar no

“mais do mesmo”. Enquanto repensamos como vamos conduzir isso, estamos

tocando DJ sets. É algo que gostamos também. Tem muita música boa por aí, e

não é raro encontrarmos algumas que paramos e pensamos: “puxa, como seria

legal tocar essa música”. Achamos um “desperdício” encontrarmos músicas

assim e nos concentrarmos em tocar somente as nossas produções.

Já tocaram em grandes festivais? Cite os seus preferidos.

Ainda não tivemos a oportunidade de tocar em grandes festivais. Querendo ou

não, o Attik só tem um ano de existência. Mesmo para um projeto recente, já

tivemos oportunidade de tocar com nomes como D-Nox & Beckers, Tocadisco,

Xenia Beliayeva, Spitfire, Piatto e Oliver Klein.

Qual a diferença entre tocar em um clube e uma festa de grande porte?

O club tende a ter uma identidade. O público dele costuma ouvir determinado

(s) estilo(s). Se você não tocar de acordo com o que o público gosta,

provavelmente você será responsável  por uma noite “morna”. Já as festas,

apesar de tudo, são mais flexíveis nesse quesito. Boa parte de público não é

o mesmo que freqüenta os clubs, então são mais receptivos a outros sons.

Vocês são donos de algum selo musical? Como que o selo teve início?

Sim, somos. O nome do selo é Bleep Bloop Records, e foi criado em parceria

com outros amigos nossos: LC Junior, Rodrigo Farinha e Anderson Fellini. O

selo começou em 2008, mais ou menos na mesma época que eu e Thiago

resolvemos criar o Attik. Como os produtores matogrossenses não tinham muita

visibilidade, decidimos criar o selo. Não que tenhamos conseguido a tão

desejada visibilidade que gostaríamos de ter, mas podemos afirmar que o selo

foi uma porta para comercializar nossas músicas. Com o tempo, o Bleep Bloop

cresceu e atraiu produtores de outros países, o que nos alegra muito.

Qual a importância do trabalho em dupla no projeto, e como essa união teve

início?

Trabalhar em dupla pode ser muito difícil para algumas pessoas. No caso do

Attik, o processo é facilitado justamente por que Thiago e eu temos gostos

em comum. O bom de trabalhar em dupla é que cada um interfere no resultado

final à sua maneira. Eu sou muito metódico. Já o Thiago é mais livre. Por

fim, eu confiro mais acabamento às faixas, enquanto o Thiago se preocupa com

o conteúdo, a melodia. Às vezes eu começo algo sozinho, e o Thiago finaliza,

ou vice-e-versa. Isso ocorre desde 2004.

O que vocês acham do cenário da música eletrônica no Brasil?

Eu acho que temos uma cena muito boa. Claro que, há vários pontos negativos

ainda, mas sempre encaro da forma mais otimista possível. Sempre acho que dá

pra melhorar. Temos clubs e festas de renome internacional. Temos artistas

que são conhecidos mundo afora. Talento temos, isso é inegável. Eu só acho

que muita gente ainda tende a valorizar excessivamente o que é “de fora”. E

isso não é fato recente. Com o tempo, os inúmeros talentos escondidos pelo

Brasil vão ser revelados e conseguirão o reconhecimento merecido.

Qual sua opinião sobre o trabalho e as produções dos artistas brasileiros?

Tem muita coisa boa por aí. Eu pude perceber um aumento significativo no

número de artistas de música eletrônica aqui no Brasil. Muitos se interessam

em ser DJs talvez por moda, ou por admiração. Não importando o motivo, esses

DJs, assim que começam a levar o trabalho a sério e passam a conhecê-lo

mais, enxergam o caminho óbvio que devem tomar: a produção. Hoje em dia, não

há como você “criar um nome” vindo somente da discotecagem. A produção

legitima a qualidade do artista. É o cartão de visita dele. Se for bem

sucedido na produção, provavelmente o interesse à cerca do seu nome

aumentará.
Atualmente, os produtores brasileiros não devem em nada aos gringos. Não só

no quesito qualidade técnica, mas no bom-gosto também.

Recentemente você participou de um concurso de música no site de jogos

Kongregate. Como foi essa experiência?

Foi muito interessante. Na verdade, sempre gostei de produzir de tudo um

pouco. Já até fiz umas faixas de drum’n’bass (que eu adoro, diga-se de

passagem). No outro projeto meu e do Thiago, fizemos dois álbuns digitais

onde abusamos do chill out. Eu gosto de música, é isso.
Para o Kongregate, eu decidi experimentar e fazer algo que eu sempre sonhei:

uma trilha sonora orquestrada.O concurso funcionou assim: a duração era de

oito semanas e, a cada semana, cinco músicas eram escolhidas; venci cinco

dessas oito semanas. Não participei das três últimas porque estava com a

criatividade esgotada. Não ganhei o prêmio final (o vencedor realmente

mereceu).

Quais são as suas metas para 2009?

Basicamente estamos expandindo nossos horizontes. Para esse ano não temos

muita coisa definida, já que estamos no fim dele. Já para o ano que vem,

pretendemos começar a tocar pela América Latina e, no final dele, lançar um

álbum. Estamos procurando selos maiores para lançar nossas faixas. Vamos ver

o que acontece.

Que dica vocês dariam para quem está começando no ramo de produção musical?

Nossa dica é: nunca pare de produzir. Quanto mais você produz, melhor você

fica. Você descobre novas possibilidades, novos timbres, novas “pegadas”, e

por aí vai. Não se preocupe em comprar vários equipamentos. Compre um

programa para produzir (Ableton Live, Cubase, Nuendo, FL Studio). Ah, e

pesquise. Ouça bastante música. E sempre se pergunte “como fulando fez isso

ou aquilo na música”. Se instigar a descobrir coisas novas é a chave da

produção.

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3 Comentários

  1. Mateus B. escreveu:
    Em 1 de dezembro de 2009 às 14:12

    Ja conheco essa dupla a um bom tempo, em minha ultima visita ao Mato grosso fiquei realmente impressionado com o crescimento deles! estao fazendo uma sonzeira incrível

    no blog do Ilan eles disponibilizaram um pack para remix confiram: http://www.ilankriger.net/forum/viewtopic.php?f=28&t=340

  2. LC Junior escreveu:
    Em 1 de dezembro de 2009 às 15:06

    Ficou bem bacana a entrevista pessoal! sucesso pra todos nós!

  3. Dicas até 27/12/09 – Tutoriais, entrevistas, vídeos, VJ, APC, Set-up e Sintetizadores « www.ilankriger.net escreveu:
    Em 27 de dezembro de 2009 às 13:01

    [...] Entrevista com os Produtores do Attik [...]

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